Seguro pecuário reforça estabilidade do agro em meio à alta das exportações em janeiro
- 6/ fevereiro / 2026
Receita da agropecuária sobe 2,1% e soma US$ 3,87 bilhões, com avanço expressivo da soja e maior volume embarcado
Por Redação
As exportações da agropecuária brasileira somaram US$ 3,87 bilhões em janeiro, registrando crescimento de 2,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado foi influenciado pelo avanço das vendas para a China, pela retração nos embarques destinados aos Estados Unidos e pela forte expansão das exportações de soja, que tiveram alta de 75%. Os dados constam na balança comercial divulgada nesta quinta-feira, 5, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Para a corretora de seguros da Denner Seguros de Animais, Karen Matieli, especializada em seguro pecuário, a manutenção desse ritmo de crescimento passa necessariamente pela gestão adequada de riscos no campo. “O seguro pecuário é um instrumento essencial para garantir previsibilidade ao produtor e sustentação da atividade diante de eventos adversos. Compreender a importância do seguro é fundamental para assegurar tanto o abastecimento interno quanto a competitividade do Brasil no mercado internacional”.
Na avaliação do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, em matéria no site Agro Estadão, o desempenho das exportações de soja reflete fatores conjunturais da safra anterior. Para ele, o plantio e a colheita mais tardios, aliados à produção elevada registrada no último ciclo, explicam o volume expressivo embarcado no início do ano, ainda como reflexo do escoamento da safra recorde.
Karen Matieli acrescentou que, em um ambiente de margens pressionadas e riscos climáticos crescentes, o seguro rural e pecuário deixa de ser apenas uma proteção individual e passa a funcionar como um pilar de sustentação econômica do setor. “Quanto maior a adesão ao seguro, maior a capacidade do produtor de planejar, investir e manter regularidade na produção e nas exportações”.
No recorte geral da balança comercial, o Brasil exportou US$ 25,2 bilhões em janeiro, resultado 1% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Os volumes totais embarcados permaneceram estáveis na comparação anual. Entre os destinos, a China manteve protagonismo, com US$ 6,4 bilhões em compras de produtos brasileiros. Houve crescimento de 17,4% na receita e de 21,8% no volume exportado para o país asiático. O Oriente Médio também apresentou desempenho positivo, com alta de 31,6% no faturamento, que alcançou US$ 1,7 bilhão, e crescimento de 25,4% na quantidade embarcada.
Em sentido oposto, as exportações para a União Europeia e para os Estados Unidos recuaram. Para o bloco europeu, o valor comercializado somou US$ 3,9 bilhões, queda de 6,2% na receita e de 16,2% no volume. Já os embarques para os Estados Unidos atingiram US$ 2,4 bilhões, retração de 25,5% em valor e de 17,5% em volume na comparação com janeiro do ano passado.