Seguro rural precisa acompanhar a velocidade do agro, aponta especialista no programa Campo em Pauta
- 20/ agosto / 2026
Talita Ferrari, diretora de Agronegócio da Wiz Corporate, discute seguro paramétrico, gestão de riscos, cultura de proteção e a importância da corretagem para ampliar o acesso ao seguro no campo
Por Tany Souza
O avanço do seguro rural no Brasil passa pela capacidade do mercado de tornar a contratação mais simples, acompanhar as mudanças do agronegócio e aproximar as soluções de proteção das necessidades do produtor. O tema está no novo episódio do Campo em Pauta, programa do canal Seguro Rural Brasil no YouTube, que vai ao ar nesta quinta-feira (20), às 18 horas, com a participação de Talita Ferrari, diretora de Agronegócio da Wiz Corporate.
Durante a entrevista, Talita aborda a atuação dos corretores de seguros nesse processo e a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os produtos disponíveis. Em um mercado com diferentes culturas, regiões, perfis de propriedades e exposições climáticas, a corretagem assume uma função consultiva na identificação dos riscos e na escolha da proteção adequada para cada atividade.
Um dos pontos discutidos no programa é o seguro paramétrico. Para Talita, o mercado já possui conhecimento e soluções que permitem avançar para modelos de contratação menos complexos. A executiva defende a possibilidade de desenvolver um produto mais padronizado, capaz de facilitar o acesso do produtor.
“Colocar um seguro paramétrico de prateleira. Acho que chegar a um parâmetro adequado, simplificar a contratação e fazer um seguro paramétrico bem mais simples para contratar”, comenta.
A proposta passa por reduzir etapas que hoje tornam algumas operações mais complexas e permitir que determinadas soluções alcancem uma base maior de produtores. Segundo Talita, o mercado já dispõe de informações e experiência acumulada que podem contribuir para essa evolução, inclusive a partir do acompanhamento realizado junto ao produtor.
Corretagem como elo entre produtor e seguradora
A velocidade necessária para desenvolver e adaptar produtos também aparece na entrevista. Talita destaca a importância da troca de informações entre quem está próximo do produtor e as seguradoras, permitindo que demandas identificadas no campo cheguem com maior rapidez às áreas responsáveis pela estruturação das soluções.
“Eu acho que ter essa agilidade vai da troca da seguradora, provocando essas conversas”, afirma.
Nesse processo, a corretagem ganha relevância por estar na ponta, conhecer as particularidades das propriedades e acompanhar as mudanças nas necessidades de proteção. Essa proximidade também permite levar às seguradoras informações capazes de contribuir para a evolução dos produtos e das formas de contratação.
Cultura do seguro ainda precisa avançar
Outro ponto abordado por Talita é a necessidade de ampliar a cultura do seguro rural. O desenvolvimento de produtos e a incorporação de tecnologia, segundo a executiva, precisam vir acompanhados de conhecimento e acesso à informação.
A discussão envolve também cooperativas e outros agentes que mantêm relacionamento direto com o produtor ao longo do ano e podem contribuir para aproximar o seguro da rotina da atividade agropecuária.
Para Talita, o acesso ao conhecimento é determinante para que o produtor compreenda melhor a função da proteção e incorpore o seguro à gestão da propriedade. A experiência após um sinistro também influencia essa percepção. Quando a contratação é adequada e a cobertura responde conforme previsto, aumenta a compreensão sobre o papel do seguro na continuidade da atividade.
Regulação e inovação
O episódio também traz uma discussão sobre os efeitos da regulação no desenvolvimento de novos produtos. Na avaliação de Talita, embora o mercado regulado ofereça segurança às operações, determinados processos podem tornar a construção e a disponibilização de soluções mais demoradas.
O desafio é encontrar caminhos para conciliar segurança regulatória, inovação e agilidade, especialmente diante de um agronegócio que incorpora rapidamente novas tecnologias e formas de gestão. Para o seguro rural, essa capacidade de resposta ganha importância em um ambiente no qual os riscos e as necessidades dos produtores também estão mudando.
A conversa no Campo em Pauta aborda ainda a relação entre seguradoras, corretores, cooperativas e produtores e como essa integração pode contribuir para aumentar a presença do seguro na gestão de riscos do agronegócio brasileiro.
O episódio “A importância da corretagem de seguros no seguro rural”, com Talita Ferrari, diretora de Agronegócio da Wiz Corporate, estreia hoje, às 18 horas, no canal Seguro Rural Brasil no YouTube.
Assista ao episódio completo e acompanhe a conversa sobre os caminhos para tornar o seguro rural mais acessível, simples e conectado às necessidades do produtor. Acesse: https://youtu.be/Xu0JYbDVU6w?si=7AN7Q4gr1mYfnevj