28 de July de 2026
Seguros

Seguro rural ganha protagonismo diante da escalada dos riscos climáticos no agronegócio

  • 28/ julho / 2026

O avanço de eventos extremos pressiona o mercado por mais cobertura, maior previsibilidade da subvenção e novas soluções de proteção ao produtor rural.

Por Redação

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, o seguro rural é apontado como um dos principais instrumentos para ampliar a resiliência do agronegócio brasileiro diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos climáticos extremos.

A reportagem destaca que, apesar da relevância estratégica do setor para a economia nacional, a cobertura securitária ainda alcança uma parcela limitada da área cultivada no país. O cenário reacende o debate sobre a necessidade de ampliar o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), considerado fundamental para reduzir o custo da apólice ao produtor e estimular a contratação do seguro.

Segundo a publicação, representantes do mercado defendem maior previsibilidade orçamentária para a subvenção federal, permitindo planejamento de longo prazo tanto por parte dos produtores quanto das seguradoras. A instabilidade na liberação dos recursos é apontada como um dos fatores que limitam a expansão da cobertura no campo.

A matéria também evidencia o avanço de modelos complementares de proteção, como os seguros paramétricos, que utilizam indicadores climáticos previamente definidos para acelerar o pagamento das indenizações. A expectativa do setor é que esse tipo de solução ajude a ampliar o acesso ao seguro, especialmente em regiões mais expostas a perdas por seca, excesso de chuva, geada e outros eventos adversos.

O Valor ressalta ainda que o seguro rural deixou de ser visto apenas como uma ferramenta de indenização e passou a ocupar papel central na gestão de risco das propriedades. Em um ambiente de maior volatilidade climática e financeira, a proteção securitária tende a se consolidar como componente estratégico da sustentabilidade econômica do agronegócio brasileiro.

Fonte: Valor Econômico